Publicado por: Profª Evelyne | Junho 18, 2009

A LINGUAGEM DOS GOLFINHOS

Inventaste uma máquina que permite TRADUZIR A LINGUAGEM DOS GOLFINHOS. O que eles têm a dizer acerca da vida no mar?

Dois alunos imaginaram tal máquina…

Eu inventei uma máquina que, em princípio, devia ter servido para traduzir a linguagem de todas as formas de vida que existem. Mas, por causa de alguns erros científicos, ela só consegue traduzir a linguagem dos golfinhos.

Para o meu primeiro teste, aluguei um barco para fazer uma expedição no mar aberto de forma a encontrar um grupinho de golfinhos para, assim, conseguir testar se a minha invenção realmente funcionava. Eu estava muito confiante em encontrar golfinhos porque eles são mamíferos muito interessados (especialmente em alguém dentro de um barco a tentar comunicar com eles, he, he…), em explorar e experimentar novas coisas. Estava eu, dizia, no mar aberto à procura deles quando se formou uma gigantesca tempestade e, então, pensei:

– Uma casquinha de noz tão pequena contra uma daquelas tempestades tão grandes! Oh não… O resultado não deve ser lindo, não senhor!

Quando ela chegou, fiquei cheio de medo porque já estava a pensar que não iria conseguir sobreviver a esta imensa quantidade de energia gerada… E, então, apanhou-me uma onda de quinze metros de altura e parecia que Zeus e Poseidon se uniram para pôr fim à minha vida. Desmaiei de tanto medo que tinha!

No dia seguinte, acordei numa ilha pequena. Ela era, principalmente, de rocha, mas também tinha uma praia, algumas palmeiras e arbustos e parecia ser um lugar para a reprodução de aves. Depois de uma pequena expedição, felizmente, encontrei a minha máquina e fragmentos do barco. De repente, vi uns golfinhos e chamei-os com a minha máquina e perguntei:

– Vocês compreendem o que eu digo?

Depois de algum silêncio (pois nunca tinham ouvido um homem a falar com eles), responderam:

– Sim, o que é que tu queres hominídeo?

– Falem-me dos vossos problemas, se faz favor.

E, assim, contaram-me que a vida deles se tornava cada vez mais complicada devido à ignorância do homem porque ele faz sempre as suas acções sem pensar nas consequências que trazem consigo.

Depois daquele diálogo, eu compreendi o que eles nos queriam dizer. Eles queriam chamar a nossa atenção para ogolfinho facto de que nós não podemos pensar que somos o ser vivo mais perfeito que existe, porque todos cometem erros, logo o homem também.

E foi assim que eu mostrei a minha máquina numa exposição mundial, o que me deu o prémio Nobel da ciência. Também criei uma organização para combater a poluição dos mares e para salvar as espécies existentes no nosso planeta.

Alexander Kraus, 8ºD

Nos últimos cinco anos, andei a inventar uma máquina, ou seja, uma gelatina que me permite falar com todos os animais, mas essa gelatina agora, na fase inicial, só me permite falar com golfinhos.

De modo a estrear a minha gelatina, a que chamei “gelatina tradutora”, fui ao jardim zoológico para, assim, conversar com golfinhos. O tema de conversa que escolhi foi “a vida no mar”. Ao chegar ao pé de um jovem golfinho, disse-lhe o seguinte:

– Bom dia, pequeno golfinho. Como vais?

O golfinho, como resposta, emitiu os sons habituais de um golfinho e, nesse momento, por falta de atenção extrema, lembrei-me que não tinha dado a comer a gelatina ao golfinho. Foi precisamente isso que fiz a seguir, não se preocupe…

Após ter-lhe dado a gelatina, o golfinho disse-me:

– Obrigado pela gelatina, sabe mesmo bem…

– Eu sei, é de morango, mas se quiseres também tenho de limão, pêssego, ananás, framboesa, maçã… – Respondi.

– Calma rapaz, não é preciso tantos sabores… Espera lá… Tu, por acaso, percebes a minha língua? És algum golfinho mutante? – Perguntou o golfinho.

– Eu posso explicar… É que eu andei a trabalhar numa gelatina, essa mesma que me permite falar com animais e é por isso que estou aqui a falar contigo. – Expliquei.

– Ah, já percebo… Mas se tu inventaste isso é porque estavas curioso sobre alguma coisa relacionada com os animais…

– Pois! Já me ia esquecendo… Eu queria conversar contigo, pois quero ficar a saber mais sobre a vida no mar. – Respondi.

– Pois bem… É que a pergunta feita assim é de difícil resposta, mas, no geral, a vida no mar já esteve melhor… É que há uns anos atrás, os humanos começaram a produzir muito lixo, muitos desperdícios, enfim, muita poluição. Isso tem afectado muito o mundo aquático, de modo que afecta o ecossistema, causando desequilíbrios no meio ambiente e todos nós estamos a pagar pelos nosso erros. No final de contas, vocês os humanos também sofrem, pois comem peixe poluído.

– Como é que as coisas eram antigamente no mar? – Perguntei.

– Como tu imaginas… Vivíamos todos em harmonia e o mar não se encontrava poluído, como hoje se encontra. – Explicou o golfinho.

– Há alguma maneira de reverter esta triste situação?

– A poluição dos mares é quase irreversível, mas ajudam bastante se cumprirem um regime de anti-poluição. – Explicou.

– Tens razão golfinho. Olha, estou-te muito grato por esta informação. Não te preocupes, eu vou falar com as pessoas sobre este assunto.

E foi assim que terminei esta conversa com o golfinho.

Após o golfinho ter voltado para debaixo de água, várias pessoas que estavam ali a passar, chamaram-me de louco, mas, se quer saber, não liguei, pois fiquei informado.

Claro, é preciso dizer que dois dias após a conversa, voltei ao jardim zoológico perguntar-lhe como é que ele sabia tanto sobre a vida no mar se, como golfinho, vivia num lago. Ele respondeu-me:

– Tive de me mudar para aqui, pois não conseguia suportar um estilo de vida poluído…

Joaquim Ventosa, 8ºC


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